Linux

Ae!

Hoje venho trazer um assunto que considero meio polêmico, mas que certamente passa pela cabeça de muita gente, principalmente programadores iniciantes, e usuários que se empolgam mais com a comunidade de software livre.

Uma preocupação constante das pessoas com quem interajo, dentro dos canais de comunicação, é que não se tem tempo para trabalhar em iniciativas livres. Essa preocupação muito comum, pois o fato é que sendo brasileiro, é incrivelmente complicado encontrar tempo no dia-a-dia para poder contribuir com alguma iniciativa. O motivo disto, é que nós gastamos muito tempo nos locomovendo, almoçando, passando tempo com a família, dormindo(hehehe), e isso tudo acaba nos fazendo acreditar que não temos tempo livre, ou que simplesmente não podemos parar um momento para fazer algo diferente, como contribuir para o desenvolvimento da comunidade.

Certa vez me perguntaram: como eu começo a programar?

Eu prontamente respondi, começando, e de preferência programando. Normalmente recomendo o python, por achar uma língua muito acessível para iniciantes e muito prazerosa e poderosa, com ela é possível fazer praticamente tudo, pequenos programas, jogos, sistemas web, até ambiente desktop(Sugar).
Para um programador iniciante, sempre aconselho criar um projeto simples, mas que seja significativo como objetivo a ser alcançado, pois assim fica muito mais fácil de encontrar o caminho para as soluções, seja lendo a documentação, perguntando ao oráculo(google) ou simplesmente entrando em contato com quem já é experiênte através dos canais de comunicação disponíveis(IRC, fóruns, blogs e listas).

Minha segunda recomendação é encontrar um projeto de software livre que lhe pareça legal, e de preferência com certo nível de importância para você. Quando cito importância, quero dizer cujo objetivo seja semelhante ao que você pretende alcançar em algum momento futuro, por exemplo:

Atualmente, estou colaborando com dois projetos, tradução da documentação do Django para português do Brasil e o Babelwiki ferramenta de tradução online.

Por que participo da tradução do Django?

Porque eu preciso de uma documentação de fácil assimilação. Atualmente eu estou desenvolvendo um sistema de educação a distância conhecido como Amadis. Sou o único programador do projeto, e responsável pela construção da arquitetura, documentação e programação do ambiente.
Para que eu consiga ter novos colaboradores do ambiente, necessito da documentação em português, pois a maioria dos programadores brasileiros, não sabem inglês. Acredito também que para o Django se tornar mais popular no Brasil, a tradução da documentação é uma peça fundamental.

Porquê estou ajudando a construir o Babelwiki?

Estou ajudando porque a ferramenta diminui o estresse ao se fazer traduções, ele segmenta os textos em parágrafros, o que minimiza a visão dos documentos, eles parecem menores por você não traduzir um bloco gigante de texto, somente um pequeno trecho. O projeto foi criado pelo Andrews Medina, e está sendo desenvolvido no Google App Engine. Como eu queria aprender como utilizar o Google App Engine, e considero a ferramenta muito promissora, resolvi unir forças, e contribuir para que ele evolua muito mais rápido.

Moral da história

Quando nos envolvemos com os projetos dos outros, temos que aprender muito para poder contribuir, quando finalmente conseguimos contribuir com algo, muitas vezes estamos conseguindo resolver um problema que persistiria por meses ali, sem ninguém, além de você, dar atenção para ele.
É possível fazer muita coisa com pouco tempo de contribuição. No Brasil é muito difícil fazer contribuições em dinheiro, eu mesmo questiono a veracidade dos Teleton e Criança Esperança, pois o retorno filantrópico no Brasil não é um bom estimulo. Mas o que é difícil de se imaginar que pequenas coisas feitas por muitas pessoas, possam causar um efeito significativo. Por exemplo:

Se dez pessoas doam R$ 5.000 reais ao Teleton, o que vemos é um grande esforço, de cada um, para fazer algo infímo, pois se 50.000 pessoas doarem R$ 2.00, o efeito alcançado é o dobro, e o disprendimento de força de cada indivíduo é infimo.

Com as traduções eu tenho visto que um esforço diário de 1 hora, me resultam em quase 100 linhas de texto traduzidas por dia. O que significa que eu consigo traduzir 700 linhas por semana, 2800 por mês, consequentemente, 1024800 linhas por ano. Considerando que um página tem aproximadamente 52 linhas, eu terei traduzido algo em torno de 20496 páginas em um ano, trabalhando uma hora por dia, com uma média de 2 páginas diárias.

Se não consegue ter idéia de quanto é isso, procure um livro de umas 300 páginas pela sua casa, e imagine que a cada 5 meses eu consigo escrever um livro desses utilizando somente uma hora por dia. E se considerarmos que 5 pessoas façam a mesma coisa? Teriámos o mesmo resultado em 1/5 do tempo ou pelo menos 2000 páginas traduzidas no mesmo tempo, sobre diferentes coisas.

Essa é uma experiência pessoal, e tem dado muito certo. Acredito que não é necessário que todos consigam traduzir 100 linhas por dia, umas 30 já está de bom tamanho. Também não acredito que precisemos resolver aquele bug macabro, mas de repente um erro de interface bobo, um link com a cor errada, uma imagem que não aparece, um botão sem label, são coisas que podem passar despercebidas por quem está focado no core da software, mas para você que usa, faz toda a diferença.
Não se desesperem, faça somente o que for possível, mas faça alguma coisa, depois de uma tempo quando olhares para traz, verás que fez muito por você e pela comunidade.

Até a próxima.

Ae!!

Amanhã é o grande dia do Firefox Download Day. Essa é uma iniciativa da Mozilla para poder promover ainda mais seu navegador, que tem evoluido muito nos últimos anos, e tem sido considerado o melhor navegador existente.

Como tem virado costume a Mozilla promover festas ao redor do mundo, eles resolveram fazer essa festinha para o Firefox, com o objetivo de quebrar um recorde, de software mais baixado no seu dia de lançamento.

Como não custa nada, estou insentivando a todos que conheço a fazer um download do software, se você só descobriu hoje, tente se lembrar amanhã.

Falow!! 

Ae!!


Faz tempo que não escrevo, hehehe. É o volume de trabalho que não baixa e não me deixa escrever
Cry.


Depois de muita luta, finalmente consegui fazer o Trac funcionar com o Lighttpd e Fastcgi, não foi uma coisa muito fácil, devido alguns probleminhas com os dados fornecidos pelo grupo desenvolvedor do Trac e a documentação do Lighttpd, mas nada muito extraordinário.

 

Para fazer rodar direitinho o Trac no seu servidor Lighttpd você deve utilizar um script fcgi, nas versões mais antigas do Trac ele ficava na pasta /usr/share/trac/cgi-bin/trac.fcgi. Mas na versão que eu estou usando 0.11rc1 me parece que ele não veio, por isso eu vou colocá-lo aqui caso você esteja procurando uma maneira de usá-lo em modo fcgi.

Arquivo: trac.fcgi

#!/usr/bin/python
try:
import os
if 'TRAC_ENV' not in os.environ and 'TRAC_ENV_PARENT_DIR' not in os.environ:
os.environ['TRAC_ENV'] = '/path/to/your/project'
from trac.web import fcgi_frontend
fcgi_frontend.run()
except Exception, e:
print "Content-type:text/plain\n\r\n\r"
print 'Oops!'
print
print 'Trac detected a internal error:'
print e
print
import traceback
import StringIO
tb = StringIO.StringIO()
traceback.print_exc(file=tb)
print tb.getValue()


O arquivo trac.fcgi pode ser colocado em qualquer lugar do servidor, de qualquer forma você terá quer indicar onde ele está no arquivo de configuração do Lighttpd.


Arquivo lighttpd.conf

server.modules  = ( "mod_rewrite", "mod_alias", "mod_access", 
"mod_status", "mod_fastcgi", "mod_accesslog" )
server.document-root        = "/your/htdocs/path"
## where to send error-messages to
server.errorlog             = "/path/to/lighttpd/error.log"
accesslog.filename          = "/path/to/lighttpd/access.log"
url.access-deny             = ( "~", ".inc" )
static-file.exclude-extensions = ( ".php", ".pl", ".fcgi" )
fastcgi.server = ("/trac" =>
("trac" =>
("socket" => "/tmp/trac-fastcgi.sock",
"bin-path" => "/path/to/your/trac.fcgi",
"check-local" => "disable",
)
)
)

O sistema operacional que estou usando é o Solaris 10 x86, estou usando o site www.sunfreeware.com para baixar os pacotes para instalar no solaris. Eu precisei instalar o Python 2.5, Openssl, Sqlite, Easy tools e as devidas dependências. Com exceção do Easy tools, que é um recurso do Python para instalar Eggs, eu pude instalar utilizando o Sunfreeware. O site é meio tosco mas os pacotes são bem atuais e confiáveis, é só baixar e rodar:


$ gunzip nome_do_pacote.gz
$ pkgadd -d nome_do_pacote


Acho que era isso, espero ter ajudado, ou pelo menos ter dado uma luz para alguém, e segue screeshots do Amadis Trac.
Página inicial

Amadis Trac

Visualização dos Milestones

Amadis Trac

Falow!!

Ae!

 

Hoje tava conversando com o colega Pedro, e ele me informou sobre algo muito malévolo que inventáram, e que futuramente irei usar no meu home office, hóhóhó.

 

Trata-se do Synergy, um projeto open-source que faz nada menos do que um compartilhamento de teclado e mouse entre vários computadores. Nesse fim de semana enquanto assistia o Duro de Matar 4.0, vi um desktop de um cidadão chamado Warlock, que era composto por vários monitores, inclusive uma teve de plasma no meio de tudo. Logo imaginei, o cidadão tá usando um vnc ou algo do genêro. Mas agora vejo que a coisa pode ser muito mais criativa, pois o Synergy consegue inclusive compartilhar o clipboard entre os vários computadores.

 

Para aumentar mais ainda a alegria do povo, eu constantemente tenho problemas com programação web, no que diz respeito a recorte de sites. Normalmente eu recebo o layout no formato psd, e tenho que recortar e editar no Photoshop, eu conheço bem o Gimp, mas ainda prefiro usar o Photoshop para desenhar.

 

Eis que entra o Synergy para solucionar o problema, pois ele funciona com diferentes sistemas operacionais, podendo compartilhar o teclado, mouse e clipboard entre Linux, Windows e MacOSX.

 

Já balancei nas bases quanto a possibilidade de continuar usando o meu desktop ubuntu e poder ter um macmini aqui do lado para poder usar o FlexBuilder e Photoshop.

 

Vamos ver o que acontece daqui pra frente, quando instalar o treco aqui, eu escrevo um tutorial e as impressões que tive. Enquanto isso vocês podem se divertir vendo o desktop de algumas pessoas que já utilizam ele.

 

http://www.youtube.com/watch?v=UdP1Rei2muw&NR=1

http://www.youtube.com/watch?v=UdP1Rei2muw&NR=1

 

Falow!!

 

Ae!!

 

Estou um há um tempo sem conseguir escrever nada pois estava em função do Fórum Internacional do Software Livre, este que foi o maior fórum de todos, reunindo mais de 7.400 pessoas.

No ano passado quando estive no fórum senti que realmente fazia parte da comunidade software, e que participava de uma das maiores revoluções que já acontecera na educação brasileira.

Este ano somente serviu para comprovar o reconhecimento que a comunidade tem sobre nosso trabalho, e que realmente faço parte de algo que não tem nem como descrever.

Esse não foi somente um ano para divulgar o que LEC tem feito, mas sim para dar algo em troca para comunidade, fizemos isso através do GameJam Brasil 2008. Acreditavá-mos que poucos iriam participar, e que não iriam dar a devida importância à competição, mas no final foram 8 equipes e que se dedicaram muito para conseguir ganhar o seu XO. O resultado foi muito acima das nossas expectativas o que nos fez entrar um estado de euforia incrível. Todos os jogos ficaram muito bem feitos e muito divertidos, o que me faz pensar que a comunidade do Software Livre, não somente compartilha códigos e softwares, mas compartilha também parte da vida de cada um, pois acabei conhecendo pessoas muito divertidas e que gostariam de estar fazendo parte do nosso projeto, temos até visitas de alguns para próxima semana.

 

No final, a competição foi muito calma e todos gostaram do resultado. A equipe vencedora veio da Argentina, e desenvolveu o jogo FalapracMan, cujo o review e avaliação será disponibilizado juntamente com os demais no wiki do GameJam durante esta semana.

 

Tivemos também a visita do CScott, que construiu o sistema de arquivos do XO, por sinal pessoa muito gentil e carismática. Desta vez, diferente do ano passado, eu conseguia entender o que as pessoas que falavam inglês diziam, só me resta aprender a falar agora. Mas mesmo gaguejando eu consegui conversar um pouco com, mas não pude aprofundar nenhum assunto, pois minhas limitações com a língua, não permitiram.

 

Acho que fecho por aqui, ano que vem têm mais fórum, game jam, e o que mais pudermos fazer.

 

Agradeço a todos, e parabés para os Argentinos!!

 

Robson Mendonça 

 

 

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